Em 2018 houve um crescimento nas compras feitas em ambientes virtuais, registrando um aumento em torno de 20%, se comparado a 2017. Além disso, estudos mostram que para 2019 há uma tendência de manter esse crescimento, portanto, é preciso ficar atento a essa área.

Essa expansão do e-commerce se deve principalmente ao crescimento no número de casas com acesso à internet, que foi mais do que quadruplicado entre 2005 e 2015. No entanto, esse crescimento também significa uma maior concorrência, então é importante estar atento às tendências do comércio eletrônico para se sobressair nesse ambiente.

Além disso, é preciso entender que o perfil dos clientes mudou: ele está mais atento aos detalhes da compra e mais exigente com preços e produtos, além de estar mais paciente, sempre pesquisando em outros sites e comparadores de preço, ainda mais depois das recentes crises financeiras que atingiram e ainda atingem certas pessoas. Sendo assim, é preciso se adaptar para captar esse novo tipo de cliente.

Para se destacar no cenário do e-commerce, confira as 10 tendências do comércio eletrônico para 2019. Boa leitura!

1. Sites responsivos

Sites responsivos são páginas que se adequam aos dispositivos que estão acessando o conteúdo. Ou seja, se o usuário acessa via desktop ou via smartphone, o layout se modifica para facilitar a navegação do usuário. Vale ressaltar que é preciso que seja o mesmo website, ou seja, os que têm versões diferentes para acesso mobile — quando há um “m.” antes de seu endereço — não são considerados responsivos.

No desenvolvimento web há diversas ferramentas que identificam o dispositivo de acesso, desde a resolução da tela, modelo de aparelho e o navegador utilizado. Com isso, a página tem as informações necessárias para se adequar e permitir ao usuário uma experiência mais agradável, fazendo-o permanecer mais tempo na sua plataforma de compra.

Atentar para os acessos pelos dispositivos móveis é muito importante, pois 69% dos brasileiros usam smartphones para acessar a internet. Sendo assim, se adequar a esse cenário dá a você uma vantagem grande sobre a concorrência.

2. Metodologia Ágil

A metodologia Ágil está presente no desenvolvimento de softwares e sistemas e agora também é uma das tendências do comércio eletrônico. Essa técnica é uma alternativa para lidar com clientes e para tornar mais rápido e dinâmico a realização do trabalho proposto com o comprador. A principal diferença é que nessa metodologia a documentação é feita durante o processo, o que permite mudanças durante a realização do trabalho.

A principal vantagem é que caso o cliente mude de ideia durante o projeto, é possível alterá-lo de maneira mais rápida, pois não será necessário parar a produção e retornar do começo, basta alterar a confecção do produto e ir adicionando ou retirando o que for necessário do projeto.

Nessa metodologia deve-se priorizar:

  • os envolvidos e seus relacionamentos mais que as ferramentas e os processos;
  • o sistema funcionando mais do que uma documentação detalhada e completa;
  • a colaboração com e dos clientes mais do que as negociações de contratos;
  • respostas às mudanças mais do que seguir o plano inicial.

Além do método Ágil, há também o Framework SCRUM — que é amplamente usado no desenvolvimento de softwares e sistemas digitais —, o qual consiste em subdividir o trabalho em objetivos mensais, semanais e diários,sempre com rápidas reuniões para determinar as metas em cada um desses intervalos de tempo. Essa ferramenta permite uma dinâmica maior ao processo, além de ser uma alternativa aos métodos tradicionais.

3. Redes sociais

As redes sociais são uma excelente plataforma para chegar até um cliente em potencial, pois muitos dos acessos à internet passam por esse canal, tornando-a uma das tendências do comércio eletrônico. Empresas que ofertam produtos que têm grande destaque visual, como setores de moda, de decoração ou até mesmo os de beleza, encontram em redes sociais, como o Instagram, uma vitrine virtual para o seu produto.

Esse local também permite um ambiente mais informal, com publicações bem-humoradas, cativando o comprador. Isso tem o mesmo efeito de um vendedor simpático em uma loja: quando você se depara com uma pessoa agradável, é normal ficar mais inclinado a comprar o produto do que se o funcionário tivesse uma expressão truncada.

Com esse ambiente, o comprador se sente incentivado a dar um feedback sobre todos o processo da compra do produto. Caso forem positivos, auxiliam na manutenção da sua reputação, senão, mostram o que fazer para melhorar a experiência com o cliente.

4. Big Data e Dark Data

Com certeza você já se deparou com isto: procurou um determinado produto para comprar, fechou a página, abriu outro site e apareceu um banner do tipo do produto que você estava procurando. Pode até parecer mágica, mas é somente a análise de dados que você deixou na internet, que fazem parte do Big Data.

O principal desafio é que muitas vezes é difícil interpretar o Big Data, pois até mesmo um like em uma publicação do Facebook pode ser uma informação crucial para entender um cliente. Por exemplo, se um usuário segue uma página de academia, é mais provável que ele queira comprar um tênis de corrida do que alguém que não segue.

A quantidade de informação gerada na internet cresce exponencialmente, e esse grande volume de dados pode gerar informações valiosas, resultando em insights. Com isso em mãos, fica mais fácil entender o cliente e possibilitar a geração de anúncios personalizados para os usuários, com o intuito de trazê-lo de volta ao seu site.

Já o Dark Data são dados que não estão sendo usados para gerar insights. O principal motivo para isso é que os dados não são estruturados, dificultando a sua análise. No entanto, é preciso ponderar sobre essas informações, pois a tecnologia de análise de dados vem evoluindo constantemente, ou seja, em um futuro próximo o Dark Data poderá ser analisado mais facilmente.

5. Machine Learning (Aprendizado de máquinas)

Essa tecnologia dialoga muito com a anterior, pois com ela é possível analisar o grande volume de informações que circulam na web. O aprendizado de máquinas é uma ramificação da inteligência artificial, que permite ensinar um computador ou um robô a realizar uma tarefa antes restrita ao ser humano, em especial a análise de Big Data.

Isso significa que um sistema autônomo pode analisar dados de clientes e gerar insights e auxiliar a conhecê-lo melhor. Por exemplo, quando seu site é acessado, é gerado um pequeno arquivo chamado “cookie”. Nele são gravados as atividades do usuário, em qual plataforma ele acessou a página, o que foi colocado no carrinho, por quais seções ele navegou, entre outras informações.

Com esses dados, os sistemas podem analisar o que o usuário fez e trazer para o cliente uma experiência personalizada, dando destaque a produtos parecidos com os que ele viu antes. Além disso, é possível levar a ele o que foi visto no tópico anterior, como anúncios personalizados.

Com isso em mãos, há a possibilidade do aumento da taxa de conversão e da redução do abandono de carrinho, duas das métricas mais visadas no comércio eletrônico.

6. SEO (Searching Engine Optimization)

A maior parte dos acessos de um site de e-commerce vem de resultados orgânicos de ferramentas de buscas, principalmente a de novos clientes. Portanto, é preciso fazer com que seu site apareça mais frequentemente nos primeiros resultados, uma vez que é muito raro alguém procurar nas outras páginas do resultado da busca.

Para atingir tal feito, foram desenvolvidas as técnicas de SEO — Otimização de Motor de Busca, em uma tradução livre —, visando melhorar a pontuação do seu site, fazendo com que ele tenha melhor rank e que ele apareça nos primeiros resultados.

Por exemplo, sites responsivos têm um carregamento mais rápido e proporcionam uma melhor experiência ao usuário, culminando em uma melhor avaliação feita pelo motor de busca.

Outro aspecto importante é analisar as palavras-chave de seu segmento para entender melhor o que os usuários procuram e se adequar ao sistema. Ao se dedicar às ferramentas de SEO, seu site terá uma visibilidade maior, sendo ele mais acessado em seu segmento, aumentando o ROI.

7. Compras por voz

Há uma popularização de sistemas inteligentes que interpretam comandos de voz, como a Siri, a Cortana e a Alexa, tornando a busca por voz uma das tendências do comércio eletrônico. Portanto, permitir que o usuário faça compras usando somente a fala torna o processo mais rápido e dinâmico, além de trazer uma experiência mais pessoal.

Uma das maiores vantagens de usar a voz é a queda do abandono de carrinho, pois a compra torna-se mais dinâmica, impulsiva e menos burocrática, sem grandes interrupções. A tendência é de que as pesquisas por meio da fala cresçam, substituindo gradativamente as textuais.

Assim como quando a expansão dos smartphones fez com que os sites se adequassem a eles, a tendência da popularização de assistentes inteligentes move novamente o mercado. Algo que antes parecia muito distante, presente somente em filmes e videogames, está cada vez mais próximo.

8. Pickup Store

Para tentar driblar o problema de fretes no Brasil, que pode trazer dor de cabeça tanto para o vendedor quanto para o comprador, surgiu o pickup store. Basicamente, o usuário compra o produto pela loja virtual e pode retirá-lo na loja física mais próxima.

Esse mecanismo gera vantagens para o cliente, que não paga frete no produto, evita filas nas lojas físicas e usufrui do produto mais rapidamente. Além disso, também é vantagem para a loja, que evita gastos com frete e estoque, uma vez que ele pode ser feito conforme a demanda do produto.

Fora do Brasil, já está consolidada essa modalidade, com lojas preparadas e consumidores acostumados a usar esse serviço. Por aqui isso ainda é algo que os consumidores não estão habituados, mas que estão começando a usar. Portanto, cada vez mais é preciso estar preparado para oferecer esse serviço.

9. Regionalização

No item anterior, uma das tendências do comércio eletrônico é resolver os problemas que os fretes podem causar, como o seu valor, que pode ultrapassar o preço do produto em alguns casos. Além de focar na retirada na loja física pelo cliente, uma proposta para escapar desse problema é concentrar-se no mercado regional, pois o custo reduzido é um atrativo para o comprador.

As pessoas já notaram que compras online de lojas mais próximas normalmente têm frete mais barato e os produtos chegam mais rapidamente ao destino. É interessante, então, para as empresas ter uma atenção maior com os compradores do mesmo estado ou da mesma região, que representam boa parte dos potenciais clientes.

Outra maneira de se sobressair é ter filiais espalhadas pelo país, com o propósito de cobrir todas as regiões. Assim, é possível ter uma atenção especial com cada estado, mas sem depender de fretes caros e que demandam muito tempo para chegar a seu destino.

10. Chatbots

A inteligência artificial é algo que está cada vez mais presente em diversas áreas. Já foi mostrado a importância do Machine Learning em associação com o Big Data, mas as IAs também estão se relacionando com os clientes por meio dos chamados Chatbots. Eles são ferramentas que permitem um atendimento básico para o usuário, permitindo responder algumas dúvidas, como se fosse em um atendimento feito por um ser humano.

Outra vantagem dessa ferramenta é a redução dos custos, pois ações que somente humanos poderiam tomar, agora podem ser feitas por esses sistemas inteligentes. Além disso, a relação entre o usuário e o chatbot pode tornar a navegação pelo site uma experiência mais agradável para o cliente, aumentando a possibilidade de ele se tornar um comprador recorrente.

Para 2019 é preciso ficar atento às pesquisas por voz pois, como foi dito, há uma tendência do uso da fala para realizar ações antes limitadas a cliques ou toques — e para os chatbots não é diferente. Como eles estão mais parecidos com os humanos, é natural que precisam reconhecer vozes e interpretá-las em comandos.

Ano após ano o e-commerce está mais integrado à vida das pessoas e vem diminuindo o número de indivíduos que nunca comprou algo pela internet. Essa situação aliada à expansão do acesso à internet no Brasil desperta em diversas lojas a necessidade de estar presente nessa plataforma de vendas.

Portanto, é preciso estar atento às tendências do comércio eletrônico, pois além dele estar mais concorrido, o cliente está cada vez mais atualizado e informado. Ademais, devido às recentes crises financeiras, o comprador está mais cauteloso, evitando gastos desnecessários, pesquisando mais para poder pagar menos.

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Profit-e
Escrito por Profit-e